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  Escritório em Casa      O Home Office



Home Office – Escritório em Casa, são denominações que não conseguem definir a dimensão do que isto significa no dia-a-dia de um profissional que desenvolve uma atividade em sua residência, nem a importância que esta modalidade autônoma/empresarial tem para a sociedade e para a economia do país.

Para analisarmos melhor o assunto, é necessário abordá-lo por dois ângulos: o individual e o coletivo.

Falemos primeiro sobre o individual.

Há cerca de dez anos apenas, o home office era basicamente utilizado por profissionais liberais, por pessoas que necessitavam levar trabalho para casa e por outras que o consideravam como o local ideal para leitura, estudo e organização familiar.

Hoje, além desses usuários, os escritórios em casa também são utilizados por inúmeros outros tipos de profissionais, pelos mais variados motivos e finalidades, servindo ainda, como base física para inúmeros empreendimentos - uma grande evolução em um pequeno espaço de tempo.

Vejamos alguns dos principais motivos que hoje levam alguém a decidir por montar seu home office:

  • A empresa na qual é funcionário propõe que o trabalho seja feito em casa de forma integral ou parcial;
  • Após perder ou sair do emprego resolve partir para a livre iniciativa com uma estrutura mínima;
  • É um profissional que tem atua em um escritório externo, mas que também trabalha em casa como extensão do seu tempo;
  • Está em um estágio profissional que lhe permite realizar as atividades exclusivamente em sua residência ou a partir dela;
  • Exerce uma atividade que para desenvolvê-la o local não é importante;
  • Limitações físicas o impedem de continuar trabalhando em locais externos;
  • Não quer mais se locomover todos os dias para um outro local e ter que enfrentar congestionamentos, transportes coletivos lotados, mau tempo e a insegurança das ruas;
  • Precisa ficar perto da família;
  • Quer trabalhar em horários alternativos e a sua atividade permite que isto seja possível trabalhando em casa;
  • Tem uma empresa estabelecida em local externo e avalia que não precisa disso para desenvolvê-la;
  • Trabalha em vários locais externos e precisa do home office como o local para organizar e planejar suas atividades; e
  • Muitos outras razões.

Para muita gente montar um home office não é somente uma opção, é um sonho a ser conquistado, um objetivo de vida.

Para muitos, ainda, o home office é planejado de forma a permitir ao empreendimento primeiro crescer, para depois em uma segunda etapa se desenvolver em um local externo.

Analisando o home office sobretudo como uma base física a partir da qual será obtida uma remuneração, os elementos elencados acima - aliados às facilidades proporcionadas pelo enorme avanço da tecnologia principalmente nas áreas de telecomunicações e da informática - ajudam a compreender porque o escritório em casa é considerado uma boa e adequada opção, mas é importante enfatizar que o êxito será sempre proporcional à capacidade do empreendedor em administrar bem a atividade sob todos os aspectos.

Se bem administrados os empreendimentos tendem a crescer e o sucesso será evidente, porém, se mal conduzidos, a maioria possivelmente deixará de existir antes de completar um ano de vida.

Riscos são inerentes a qualquer negócio ou atividade profissional, não são exclusividade do home office,  porque se alguém montar uma loja ou uma indústria e não souber administrá-la, o sucesso certamente não se apresentará. O mesmo resultado será obtido por uma pessoa que trabalha como empregado e não sabe conduzir adequadamente sua carreira.

Independente dos motivos e das finalidades, trabalhar em casa desenvolvendo uma atividade que vise o ganho financeiro requer do profissional, além dos fatores já comentados, muita determinação, automotivação e o indispensável apoio da família.

Falemos agora sobre o coletivo.

Segundo estimativas não oficiais, cerca de 3.5 milhões de brasileiros desenvolvem algum tipo de trabalho em casa em tempo integral ou parcial. Isto significa em termos populacionais que se cada residência tiver outros três moradores, mais 10,5 milhões de pessoas convivem com este mercado. A soma desses dois universos é 14 milhões - quase 8% da população.

Em termos financeiros, levando-se em conta o número de 3.5 milhões, podemos facilmente afirmar que são contratados milhões de fornecedores das mais diversas áreas, porque quem tem um escritório em casa também necessita de materiais, suprimentos e serviços para desenvolver seus trabalhos, como por exemplo computador, móveis, contador, papel, impressora, telefone, internet, canetas e borrachas, assessoria, decoração, advogado, eletricista, segurança e de uma infinidade de outros produtos e serviços.

É uma movimentação que revela de forma incontestável a acentuada importância da atividade para o PIB brasileiro (Produto Interno Bruto – que representa a soma em valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos no país), porque além de gerar bilhões de dólares em compras, também gera outros bilhões de dólares em vendas anualmente.

Em função desta força em crescente evidência, as home companies (empresas em casa) e os home workers (profissionais autônomos ou não que trabalham em casa) têm cada vez mais o respeito da sociedade e do meio empresarial, e nem poderia ser diferente, porque interagem de forma abrangente com todos os setores produtivos (indústria, comércio e serviços), contribuindo de forma decisiva para o fomento da economia e para a geração de milhares de novos empregos todos os anos.

Analisados esses dois ângulos, podemos seguramente afirmar que para o sistema crescer e se profissionalizar, torna-se indispensável entender que o indivíduo faz parte de um conjunto, e que por isso, o tema necessita ser tratado de forma mais abrangente: COMO UM MERCADO.

Vejamos porque.

Mercado por definição é a relação entre a oferta – pessoas ou empresas que vendem bens ou serviços – e a procura – pessoas ou empresas que querem ou necessitam comprar esses bens ou serviços, não importando, neste caso, onde essas pessoas ou empresas estejam fisicamente.

Entende-se como mercado também o conjunto das relações econômicas que interliga indivíduos isolados, que através de laços decorrentes dos processos de troca, interagem e cooperam para o bem-estar coletivo.

Ao se analisar estas definições, pode-se enxergar claramente que os milhões de escritórios em casa formam juntos um grande e importante mercado, um conjunto que está em franco crescimento, estimado em índices que variam de 10% a 20% ao ano.
 
E a partir do momento que se trata esse conjunto como um mercado identificado - o Mercado do Home Office - o estudo mais detalhado sobre suas características e necessidades dão-lhe uma “face” e  um “corpo” exclusivos, que permitem:

  • aos órgãos governamentais de todas as instâncias incentivá-lo de forma concreta, assim como já fazem outros países, que há tempos o conhecem e o estimulam através da desburocratização estatal e da cobrança de impostos menos corrosivos;
  • às empresas fornecedoras desenvolver produtos e serviços sob medida e com isso ampliar suas vendas, sua participação no mercado e contar com os inúmeros benefícios decorrentes;
  • às próprias home offices se reconhecerem como parte de uma grande comunidade, como integrantes de um mercado formal que possui uma identidade própria, e que por isso mesmo necessita desenvolver práticas comerciais semelhantes e sistemas de trabalho padronizados que possibilitem minimizar riscos e maximizar o sucesso; e
  • às entidades (associações, sindicatos e institutos) desenvolver uma série mecanismos para defender os interesses desta comunidade, bem como implementar sistemas de assessoramento, aconselhamento e colaboração,  dentre outras ferramentas.

Com consequência, o mercado torna-se mais organizado, mais forte e ainda mais importante para o país e para a sociedade como um todo.

O momento então nos revela o seguinte:

  • A quantidade de home offices no Brasil é bastante significativa e está em pleno crescimento em função de diversos fatores sócio-econômicos.
  • O volume de negócios e de profissionais envolvidos já é expressivo, e por isso, é necessária a rápida criação de mecanismos que viabilizem a organização e o desenvolvimento sustentável deste mercado.
  • As empresas e profissionais que atuam no mercado do home office devem se unir e se organizar para permitir que esse desenvolvimento se torne uma agradável realidade.

O Portal Escritório Em Casa neste contexto

Surge como um grande aliado que busca desenvolver, identificar e difundir instrumentos que possam contribuir para o crescimento, para a organização e para a profissionalização contínua deste imenso mercado - o que para nós, além de missão, é motivo de muito orgulho.

Conte com isso.

  • Para saber mais sobre os aspectos cotidianos da atividade, conheça nossa seção de artigos e entrevistas.
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